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Banco de dados dos abrigos provisórios de pessoas, instalados após as enchentes, em 2024 em Porto Alegre, Brasil

<h1><strong>Banco de dados dos abrigos provis&oacute;rios de pessoas, instalados em 2024 em Porto Alegre, Brasil, Metodologia</strong></h1> <p>Em contextos de desastres clim&aacute;ticos, a necessidade de prover abrigos que amparem as v&iacute;timas no momento mais cr&iacute;tico da crise torna-se uma prioridade para governos e sociedades locais. Durante as inunda&ccedil;&otilde;es ocorridas no Rio Grande do Sul, entre abril e maio de 2024, foram instalados 981 abrigos provis&oacute;rios em 117 munic&iacute;pios, que atenderam 69.415 pessoas. (Secretaria de Desenvolvimento Social do Estado do RS, 2024).</p> <p>O banco de dados aqui apresentado traz informa&ccedil;&otilde;es sobre os 156 abrigos provis&oacute;rios que em 2024 acolheram pessoas em Porto Alegre, capital do estado do Rio Grande do Sul, Brasil. Para a constru&ccedil;&atilde;o desse banco, foram pesquisadas duas bases originais: o Banco de dados das cheias na Regi&atilde;o Hidrogr&aacute;fica do Lago Gua&iacute;ba em maio de 2024 (Possanti et al., 2024)&sup1;, com 919 casos no estado, e o Censo sobre os abrigos provis&oacute;rios no estado do Rio Grande do Sul realizado pela Secretaria Estadual de Desenvolvimento Social (Rio Grande do Sul. Secretaria de Desenvolvimento Social, 2024), que contou com a aplica&ccedil;&atilde;o de 918 question&aacute;rios junto aos locais, entre 10 de maio e 10 de junho de 2024.&nbsp;</p> <p>Preliminarmente, em ambas as fontes foram selecionados apenas os abrigos de Porto Alegre, e inseridos em uma &uacute;nica planilha Excel. A seguir, foram exclu&iacute;dos os casos de: repeti&ccedil;&atilde;o (no nome ou c&oacute;digo), sem abrigados ou com apenas uma pessoa, sem informa&ccedil;&atilde;o sobre o n&uacute;mero de abrigados ou sobre o tipo de entidade respons&aacute;vel, local desativado, sem endere&ccedil;o ou com localiza&ccedil;&atilde;o prejudicada, sem as coordenadas corretas para geolocaliza&ccedil;&atilde;o.&nbsp;</p> <p>O banco final, exposto a seguir, completou 156 unidades de an&aacute;lise referentes aos abrigos provis&oacute;rios de pessoas (alguns com mais de uma finalidade) instalados em Porto Alegre, georreferenciados e com, no m&iacute;nimo, dois abrigados. As vari&aacute;veis s&atilde;o as seguintes: c&oacute;digo (do abrigo), fonte(s), nome do abrigo, n&uacute;mero de abrigados, tipo de institui&ccedil;&atilde;o respons&aacute;vel, grupos de institui&ccedil;&otilde;es respons&aacute;veis, endere&ccedil;o, bairro, latitude e longitude. A distribui&ccedil;&atilde;o dos casos de acordo com as fontes pesquisadas ficou assim: 88 unidades provenientes de ambas (Banco de dados das cheias e Censo sobre abrigos), 47 do Banco de dados das cheias e 21 do Censo sobre abrigos.</p> <p>Para classificar os abrigos provis&oacute;rios de Porto Alegre de acordo com as institui&ccedil;&otilde;es respons&aacute;veis pelo espa&ccedil;o f&iacute;sico e instala&ccedil;&otilde;es, examinamos o seu nome e geolocaliza&ccedil;&atilde;o. A partir da&iacute;, elaboramos, inicialmente, 11 c&oacute;digos, a saber: Associa&ccedil;&otilde;es ou centro culturais comunit&aacute;rios; Associa&ccedil;&otilde;es profissionais, sindicatos ou cooperativas; Centros de tradi&ccedil;&atilde;o ga&uacute;cha (CTGs); Clubes ou centros esportivos; Clubes sociais ou sociedades culturais; Empresas (incluindo microempresas, escolas privadas e universidades); Outro (im&oacute;vel privado); Institui&ccedil;&otilde;es do Grupo S; Institui&ccedil;&otilde;es religiosas ou espirituais; ONGs; &Oacute;rg&atilde;os estatais, escolas p&uacute;blicas ou universidades p&uacute;blicas. Posteriormente, esses c&oacute;digos foram transformados nas seguintes quatro categorias: 1&ordm; Setor (&Oacute;rg&atilde;os estatais. nos tr&ecirc;s n&iacute;veis de governo, escolas p&uacute;blicas ou universidades p&uacute;blicas); 2&ordm; Setor (Empresas privadas, incluindo microempresas); 3&ordm; Setor (Foram inclu&iacute;dos os grupos de: Associa&ccedil;&otilde;es ou centros culturais comunit&aacute;rios; CTGs; Clubes ou centros esportivos; Clubes sociais ou sociedades culturais; Outro; Institui&ccedil;&otilde;es do Grupo S; Institui&ccedil;&otilde;es religiosas ou espirituais; ONGs); Associa&ccedil;&otilde;es profissionais, sindicatos ou cooperativas.&nbsp;</p> <h3><strong>Refer&ecirc;ncias</strong></h3> <p>POSSANTTI, I., AGUIRRE, A., ALBERTI, C., ANDRADES FILHO, C., AZEREDO, L., BALBON, J., BARBEDO, R., BARCELOS, M., BECKER, F., BEDIN, M., BREGALDA, N., CACCIATORE, J., CAMANA, M., CAMARGO, P., CANTOR, G., CARDOZO, T., CARGNIN, B., CARRARD, G., CASTILHOS, M., CAZANOVA, R., CHIARELLI, F., COLLISHONN, W., CORNELY, A., CREMON, &Eacute;., CUNHA, L., CUNHA, R., C&Aacute;RDENAS, S., DORNELES, J., DORNELLES, F., ECKHARDT, R., FAN, F., FRONER, M., GIACCOM, B., GIASSON, S., GOLDENFUM, J., GONZ&Aacute;LEZ-&Aacute;VILA, I., GON&Ccedil;ALVES, C., GON&Ccedil;ALVES, G., GUASSELLI, L., GUIMAR&Atilde;ES, E., GUIMAR&Atilde;ES, E., HELLMANN, A., HERRMANN, P., HORSTMANN, G., IABLONOVSKI, G., IESCHECK, A., KIPPER, P., KOBYAMA, M., KRASNER, M., KROB, L., KUELE, P., LAIPELT, L., LUTZ, V., MACIEL, J., MAGALH&Atilde;ES, F., MALLET, J., MARQUES, B., MARQUES, G., MEIRELLES, F., MEXIAS, L., MICHEL, G., MICHEL, R., MINCARONE, M., MOURA, E., M&Uuml;LLER, J., NEVES, &Eacute;., NICOLINI, I., NONNEMACHER, L., NOVAKOSKI, K., OLIVEIRA, G., OLIVEIRA, M., OTT, P., PAIVA, R., PERES, L., PETRY, L., QUEVEDO, R., QUINTELA, R., RAMOS, M., RAUBER, A., REIS, M., RIBEIRO, M., RIGHI, M., RISSO, A., RODRIGUES, R., ROITMAN, A., RORATO, G., ROYER, S., RUHOFF, A., RUOSO, E., SAMPAIO, M., SCHABBACH, L., SCHIAFFINO, M., SCHMITT, H., SCHUMACHER, R., SCHWARZER, G., SERRANO, N., SIGALLIS, A., SILVA, M., SILVA, S., SLUTER, C., SOARES, L., SOARES, V., SOUSA, L., SOUZA, A., TSCHIEDEL, A., UCHA, L., UMBELINO, G., UTZIG, E. &amp; ZAMBRANO, F. (2024). Banco de dados das cheias na Regi&atilde;o Hidrogr&aacute;fica do Lago Gua&iacute;ba em maio de 2024 (vers&atilde;o 1.2) [Data set]. Zenodo. Dispon&iacute;vel em: https://zenodo.org/doi/10.5281/zenodo.11164049; Acesso em: 30/09/2024.</p> <p>RIO GRANDE DO SUL. SECRETARIA DE DESENVOLVIMENTO SOCIAL. (2024). Censo sobre os abrigos provis&oacute;rios no estado do Rio Grande do Sul. Dispon&iacute;vel em: Microsoft Power BI; Acesso em: 10/11/2024.</p> <h3><strong>Nota</strong></h3> <p>[1] Na plataforma colaborativa &ldquo;Cientistas pelo RS&rdquo; foi criado o GT Abrigos, um grupo de WhatsApp voltado &agrave; produ&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&otilde;es atualizadas e geolocalizadas sobre as caracter&iacute;sticas e as necessidades dos pontos de atendimento de emerg&ecirc;ncia criados durante as inunda&ccedil;&otilde;es no RS, os quais abrangiam: abrigos de pessoas, abrigos de animais ou hotel pet, centros de coleta/distribui&ccedil;&atilde;o de doa&ccedil;&otilde;es, centros de triagem, cozinhas solid&aacute;rias e espa&ccedil;os com mais de uma finalidade. As informa&ccedil;&otilde;es provinham de: &nbsp;SOS RS (sos-rs.com), F&oacute;rum Social das Periferias de Porto Alegre, Gabinete Integrado de Gest&atilde;o de Crise de Gua&iacute;ba, Curiaca-UERGS, Prefeituras de Caxias do Sul, Eldorado do Sul, Novo Hamburgo, S&atilde;o Leopoldo e Porto Alegre (abrigars.com.br), Coletivo Meio de Caxias do Sul, SOS/RS-Zona Sul, Territ&oacute;rios Negros, Bonanza, Universidade de Santa Cruz do Sul etc.</p>

ShareScore

48/100

Overall dataset sharing score

Score breakdown

These five areas show where the dataset supports — or may limit — practical reuse.

Stewardship
8
Harmonization
8
Access
20
Reuse readiness
8
Engagement
4

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